As pessoas com Síndrome de Down apresentam características morfológicas e funcionais distintas da população geral, o que pode originar dificuldades significativas no uso do vestuário disponível no mercado. Essas dificuldades traduzem-se em desconforto, falta de ajuste e limitação da autonomia, com impacto direto na qualidade de vida e na autoestima. Em paralelo, a indústria do vestuário tende a basear-se em padrões antropométricos generalizados, o que deixa de fora populações com necessidades específicas e evidencia uma lacuna na adaptação de produtos a grupos com deficiência.

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Síndrome de Down
Imagem reproduzida do artigo.

Tipo de publicação: Resumo do Artigo
Título original: Design de vestuário para jovens com Síndrome de Down, a partir de um estudo antropométrico com recurso à digitalização corporal 3D
Data da publicação do artigo: Novembro de 2016
Fonte: Universidade do Minho – Escola de Engenharia
Autor(es): Rochelne Bezerra de Menezes Gonçalves Barboza
Orientador(es): Professor Doutor Miguel Ângelo Fernandes Carvalho

Qual é o objetivo, público-alvo e áreas da saúde digital em que se enquadra?
     O objetivo deste estudo é promover a inclusão social de pessoas com Síndrome de Down através do desenvolvimento de vestuário adaptado às suas características antropométricas e ergonómicas específicas, com recurso à tecnologia de digitalização corporal tridimensional. O público-alvo inclui pessoas com Síndrome de Down, em particular jovens e adultos, bem como profissionais das áreas do design, da saúde, da ergonomia e da indústria têxtil. O trabalho enquadra-se em áreas como saúde digital, antropometria digital, design inclusivo, ergonomia e utilização de tecnologias de digitalização corporal para análise de dados biométricos.

Qual é o contexto?
     As pessoas com Síndrome de Down apresentam características morfológicas e funcionais distintas da população geral, o que pode originar dificuldades significativas no uso do vestuário disponível no mercado. Essas dificuldades traduzem-se em desconforto, falta de ajuste e limitação da autonomia, com impacto direto na qualidade de vida e na autoestima. Em paralelo, a indústria do vestuário tende a basear-se em padrões antropométricos generalizados, o que deixa de fora populações com necessidades específicas e evidencia uma lacuna na adaptação de produtos a grupos com deficiência.

Quais são as abordagens atuais?
     As abordagens tradicionais de desenvolvimento de vestuário baseiam-se em tabelas de medidas normalizadas, geralmente derivadas de estudos antropométricos da população em geral, sem considerar variações específicas associadas à Síndrome de Down. Além disso, a antropometria clássica recorre frequentemente a medições manuais que, embora úteis, apresentam limitações em termos de precisão e de capacidade de análise tridimensional do corpo humano. Mais recentemente, tecnologias como o Body Scanner 3D passaram a permitir a recolha de medidas corporais com elevada precisão e uma análise mais detalhada de proporções e volumes, ainda que a sua aplicação ao design inclusivo continue a ser limitada.

Em que consiste a inovação? Como é que é avaliado o impacto desta tecnologia?
     A inovação deste estudo reside na aplicação de tecnologia de digitalização corporal tridimensional, através do Body Scanner 3D, para caracterizar de forma rigorosa o padrão antropométrico de pessoas com Síndrome de Down e traduzir essa informação em soluções concretas de design de vestuário. Foram analisadas dezenas de variáveis corporais, tendo sido selecionadas 33 medidas relevantes para a modelação com base em medições automáticas e tratamento estatístico, incluindo médias e desvios-padrão. O impacto da abordagem foi avaliado por meio da comparação entre as medidas obtidas e os padrões convencionais de vestuário, da identificação de problemas de ajuste em peças comerciais e da validação de protótipos desenvolvidos com base nos dados recolhidos.

Quais são os principais resultados? Qual é o impacto destes resultados?
     Os resultados evidenciaram diferenças antropométricas significativas entre pessoas com Síndrome de Down e os padrões utilizados na indústria do vestuário, nomeadamente menor estatura média, membros mais curtos em relação ao tronco, circunferências de cintura, abdómen e anca próximas entre si, indicando tendência para uma forma corporal oval, e ainda maior perímetro e menor comprimento do pescoço. A análise do vestuário disponível no mercado revelou inadequações generalizadas, como comprimentos excessivos, má adaptação ao abdómen e à anca e desajustes na modelação do gancho e da cintura. Com base nos dados obtidos, foi possível desenvolver protótipos de vestuário com melhorias significativas ao nível do conforto, do ajuste anatómico, da funcionalidade e da usabilidade, validados junto da população-alvo. Estes resultados demonstram que o design inclusivo, suportado por dados antropométricos precisos e por tecnologias digitais, pode contribuir de forma efetiva para a inclusão social, a autonomia e a qualidade de vida das pessoas com Síndrome de Down.

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Tipo de publicação: Resumo do Artigo
Título original: Design de vestuário para jovens com Síndrome de Down, a partir de um estudo antropométrico com recurso à digitalização corporal 3D
Data da publicação do artigo: Novembro de 2016
Fonte: Universidade do Minho – Escola de Engenharia
Autor(es): Rochelne Bezerra de Menezes Gonçalves Barboza
Orientador(es): Professor Doutor Miguel Ângelo Fernandes Carvalho

Qual é o objetivo, público-alvo e áreas da saúde digital em que se enquadra?
     O objetivo deste estudo é promover a inclusão social de pessoas com Síndrome de Down através do desenvolvimento de vestuário adaptado às suas características antropométricas e ergonómicas específicas, com recurso à tecnologia de digitalização corporal tridimensional. O público-alvo inclui pessoas com Síndrome de Down, em particular jovens e adultos, bem como profissionais das áreas do design, da saúde, da ergonomia e da indústria têxtil. O trabalho enquadra-se em áreas como saúde digital, antropometria digital, design inclusivo, ergonomia e utilização de tecnologias de digitalização corporal para análise de dados biométricos.

Qual é o contexto?
     As pessoas com Síndrome de Down apresentam características morfológicas e funcionais distintas da população geral, o que pode originar dificuldades significativas no uso do vestuário disponível no mercado. Essas dificuldades traduzem-se em desconforto, falta de ajuste e limitação da autonomia, com impacto direto na qualidade de vida e na autoestima. Em paralelo, a indústria do vestuário tende a basear-se em padrões antropométricos generalizados, o que deixa de fora populações com necessidades específicas e evidencia uma lacuna na adaptação de produtos a grupos com deficiência.

Quais são as abordagens atuais?
     As abordagens tradicionais de desenvolvimento de vestuário baseiam-se em tabelas de medidas normalizadas, geralmente derivadas de estudos antropométricos da população em geral, sem considerar variações específicas associadas à Síndrome de Down. Além disso, a antropometria clássica recorre frequentemente a medições manuais que, embora úteis, apresentam limitações em termos de precisão e de capacidade de análise tridimensional do corpo humano. Mais recentemente, tecnologias como o Body Scanner 3D passaram a permitir a recolha de medidas corporais com elevada precisão e uma análise mais detalhada de proporções e volumes, ainda que a sua aplicação ao design inclusivo continue a ser limitada.

Em que consiste a inovação? Como é que é avaliado o impacto desta tecnologia?
     A inovação deste estudo reside na aplicação de tecnologia de digitalização corporal tridimensional, através do Body Scanner 3D, para caracterizar de forma rigorosa o padrão antropométrico de pessoas com Síndrome de Down e traduzir essa informação em soluções concretas de design de vestuário. Foram analisadas dezenas de variáveis corporais, tendo sido selecionadas 33 medidas relevantes para a modelação com base em medições automáticas e tratamento estatístico, incluindo médias e desvios-padrão. O impacto da abordagem foi avaliado por meio da comparação entre as medidas obtidas e os padrões convencionais de vestuário, da identificação de problemas de ajuste em peças comerciais e da validação de protótipos desenvolvidos com base nos dados recolhidos.

Quais são os principais resultados? Qual é o impacto destes resultados?
     Os resultados evidenciaram diferenças antropométricas significativas entre pessoas com Síndrome de Down e os padrões utilizados na indústria do vestuário, nomeadamente menor estatura média, membros mais curtos em relação ao tronco, circunferências de cintura, abdómen e anca próximas entre si, indicando tendência para uma forma corporal oval, e ainda maior perímetro e menor comprimento do pescoço. A análise do vestuário disponível no mercado revelou inadequações generalizadas, como comprimentos excessivos, má adaptação ao abdómen e à anca e desajustes na modelação do gancho e da cintura. Com base nos dados obtidos, foi possível desenvolver protótipos de vestuário com melhorias significativas ao nível do conforto, do ajuste anatómico, da funcionalidade e da usabilidade, validados junto da população-alvo. Estes resultados demonstram que o design inclusivo, suportado por dados antropométricos precisos e por tecnologias digitais, pode contribuir de forma efetiva para a inclusão social, a autonomia e a qualidade de vida das pessoas com Síndrome de Down.

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